Entre jardins suspensos e orquídeas: o Réveillon do Copacabana Palace

Árvores flutuantes, estruturas douradas e uma interpretação exuberante da flora brasileira transformaram os salões do hotel na noite da virada.

Na noite da virada para 2025, o Copacabana Palace recebeu seus convidados entre jantares nos restaurantes e salões do hotel, celebração à beira da piscina e uma vista privilegiada para os fogos da Praia de Copacabana. A programação ocupou diferentes ambientes do edifício, permitindo que a cenografia se revelasse por meio de atmosferas próprias e complementares.

Uma floresta tropical dentro do hotel

A decoração partiu de uma paleta intensa, formada por verde profundo, rosa, vinho, amarelo e laranja. Orquídeas em diferentes tonalidades atravessavam os ambientes, acompanhadas por bromélias, samambaias, folhagens tropicais e espécies de formas alongadas.

Grandes colunas revestidas em verde escuro estruturavam o salão e funcionavam como bases para composições florais abundantes. As flores surgiam em diferentes alturas, contornando os elementos arquitetônicos, ocupando os vãos e conduzindo o olhar até o teto.

A construção não seguia a lógica de arranjos independentes. A vegetação parecia avançar pelo espaço, formando uma paisagem contínua que envolvia paredes, colunas, mesas e passagens.

Árvores flutuantes e raízes aparentes

Um dos elementos mais marcantes do projeto foi a presença de árvores suspensas.

Elevadas sobre os convidados, suas copas verdes contrastavam com grandes volumes de raízes claras e ramificações pendentes. As estruturas criavam a impressão de que as árvores haviam sido retiradas do solo e colocadas no ar, preservando visualmente suas raízes.

A leveza da suspensão contrastava com a escala das peças. Em diferentes pontos do salão, árvores menores e maiores formavam uma sequência aérea, criando profundidade e movimento.

O conceito dos jardins suspensos foi reconhecido como uma homenagem à diversidade da flora nacional e como uma interpretação de diferentes paisagens brasileiras.

Estruturas douradas em movimento

Grandes aros dourados foram suspensos pelo salão, criando linhas curvas que se cruzavam sobre as mesas. Alguns receberam flores e folhagens; outros permaneceram mais livres, valorizando sua forma escultórica.

Em determinadas perspectivas, os aros pareciam formar uma espiral contínua. A repetição dessas estruturas estabelecia um ritmo visual pelo ambiente e conectava as instalações botânicas aos lustres de cristal existentes no hotel.

A luz quente refletida nas superfícies douradas destacava as curvas e aproximava as intervenções contemporâneas da arquitetura clássica do Copacabana Palace.

Um jardim construído ao redor da gastronomia

As mesas de buffet foram incorporadas à cenografia, em vez de aparecerem apenas como estruturas de serviço.

Queijos, frutas, doces, pães, frios e outras preparações foram distribuídos sobre diferentes alturas, acompanhados por folhagens, flores e bases de madeira. Grandes peças de apresentação e recipientes metálicos completavam a composição.

As mesas lineares, com estruturas escuras e desenho leve, permitiam que a vegetação permanecesse como protagonista. Ao redor delas, bromélias, orquídeas e folhagens amplas formavam jardins baixos que delimitavam o espaço.

Nas laterais, paredes e colunas cobertas por flores transformavam o buffet em uma experiência imersiva. A gastronomia aparecia inserida em uma floresta construída dentro do salão.

Uma paleta vibrante para a ceia

Nas mesas dos convidados, toalhas em tonalidade terrosa foram combinadas a pratos verdes, guardanapos claros e cadeiras douradas com assentos em verde profundo.

Arranjos baixos reuniam orquídeas, flores amarelas, laranjas, rosadas e folhagens tropicais. Castiçais de cristal com velas verdes acrescentavam altura e acompanhavam a verticalidade das instalações suspensas.

A escolha cromática mantinha a intensidade do projeto, mas permitia que a mesa posta permanecesse acolhedora. O dourado reaparecia nas cadeiras e nas estruturas aéreas, criando unidade entre o mobiliário, a decoração floral e a arquitetura.

Diferentes interpretações para os salões do Copa

A decoração também ganhou uma leitura mais clara em outro ambiente.

Mesas redondas de superfície escura receberam arranjos brancos e verdes, acompanhados por cadeiras em tonalidades neutras. Grandes composições florais circulares foram suspensas sobre estruturas douradas, enquanto elementos geométricos claros criavam novos volumes no teto.

Arranjos elevados, construídos com folhagens e flores brancas, pontuavam o salão. Ao centro, uma grande instalação vegetal assumia o papel de elemento principal, conectando as mesas e os diferentes pontos de serviço.

Em outro espaço, o verde tornou-se ainda mais profundo. Toalhas escuras, cadeiras douradas e grandes arranjos tropicais formavam uma atmosfera mais densa, marcada por folhas amplas, volumes arredondados e lustres de cristal.

Cada salão apresentou uma identidade própria, mas todos foram conectados pela presença da vegetação, pela escala das instalações e pelo encontro entre natureza e arquitetura.

A virada diante de Copacabana

Do interior do hotel, a celebração se estendeu para as áreas voltadas à praia. A fachada iluminada do Copacabana Palace tornou-se parte do cenário, enquanto os convidados acompanhavam a movimentação na orla e o espetáculo de fogos sobre o mar.

Sob o olhar de Harley Vix como diretor criativo, a decoração traduziu a flora brasileira por meio de volumes inesperados, cores intensas e elementos suspensos. A colaboração com Dannilo Camargos ajudou a construir uma celebração de grande escala, na qual cada ambiente apresentava uma nova forma de observar a natureza.

O Réveillon 2025 do Copacabana Palace não foi marcado apenas pela abundância floral. O projeto criou uma paisagem completa: árvores que pareciam flutuar, raízes que desciam do teto, jardins que ocupavam a arquitetura e grandes estruturas douradas que conduziam os convidados até a chegada de um novo ano.

Local: Copacabana Palace, A Belmond Hotel — Rio de Janeiro
Celebração: Réveillon 2025
Criação da decoração e cenografia: Harley Vix, Dannilo Camargos e Ana Paula Sá Leitão

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