Casamento de Monique e Raul no Sítio São Jorge: natureza, luz e cenografia em verde e branco

Uma celebração construída entre flores suspensas, estruturas douradas, tecidos, velas e uma atmosfera botânica que transformou cada ambiente.

Criar um casamento é construir uma narrativa capaz de traduzir a personalidade dos noivos em espaços, formas e sensações. Para a celebração de Monique e Raul, no Sítio São Jorge, o projeto partiu da união entre natureza, arquitetura e luz, criando uma cenografia em verde e branco marcada por diferentes texturas e experiências.

Entre referências compartilhadas, escolhas cuidadosas e muita criatividade, os ambientes foram desenvolvidos para conversar entre si. A vegetação natural do local tornou-se parte essencial do projeto, recebendo flores brancas, estruturas metálicas, tecidos fluidos e uma iluminação quente que acompanhava os convidados durante toda a celebração.

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Uma cerimônia iluminada por velas

Na cerimônia, o caminho central em tom claro foi contornado por dezenas de velas flutuantes, acomodadas em cilindros de vidro de diferentes alturas. A repetição criou profundidade e conduziu o olhar até o altar, enquanto as cadeiras de madeira preservavam o caráter acolhedor e natural do espaço.

No teto, grandes faixas de tecido foram instaladas em movimentos ondulados, criando uma cobertura leve sobre os convidados. A iluminação integrada valorizava cada curva do drapeado e reforçava a atmosfera intimista.

Ao fundo, uma extensa parede verde formava o cenário do altar. Sobre a vegetação, longas hastes de tulipas brancas foram suspensas verticalmente, como se as flores estivessem flutuando. A construção substituiu o tradicional arco floral por uma composição orgânica, delicada e visualmente marcante.

Flores brancas como fio condutor

As flores brancas atravessaram toda a decoração do casamento de Monique e Raul. Orquídeas, hortênsias, tulipas e espécies de hastes alongadas apareceram acompanhadas por musgos, samambaias, folhagens tropicais e elementos pendentes.

Na mesa do bolo, o doce branco de volumes sobrepostos foi inserido em um verdadeiro jardim. Flores abundantes, folhagens de diferentes texturas e castiçais de vidro cercavam a peça, tornando o bolo parte da própria cenografia.

Nas mesas dos convidados, arranjos mais baixos permitiam a interação entre as pessoas. Castiçais transparentes e velas finas acrescentavam altura, enquanto taças, pratos e guardanapos claros completavam a mesa posta. As cadeiras de madeira com assentos verdes conectavam a composição floral à paleta geral do projeto.

O bar como instalação central

Um dos grandes destaques da recepção foi o bar curvo em verde profundo. Acima dele, uma estrutura dourada de grandes proporções acompanhava o desenho do balcão e transformava o ambiente em uma instalação cenográfica.

Linhas metálicas se cruzavam no alto, envolvidas por faixas claras e por grandes arranjos suspensos de flores brancas e folhagens. A estrutura dialogava com a cobertura rústica de madeira do local, criando um contraste entre o natural e o contemporâneo.

O bar não funcionava apenas como apoio para o serviço. Ele ocupava uma posição central na celebração e se tornou um dos principais pontos de encontro dos convidados.

Lounges em verde, dourado e branco

Na área de convivência, o piso gráfico em verde e branco estabelecia uma nova linguagem visual. Poltronas revestidas em veludo, cadeiras metálicas douradas, mesas com tampos claros e pequenas luminárias criavam diferentes espaços de permanência.

Sobre o lounge, luminárias brancas de franjas foram suspensas em variadas alturas. Suas camadas onduladas traziam movimento ao teto e repetiam, de outra forma, a fluidez dos tecidos utilizados na cerimônia.

Pequenos vasos de cristal com orquídeas brancas apareciam sobre as mesas, acompanhados por luminárias douradas que criavam pontos de luz próximos aos convidados.

Em outros ambientes, grandes cúpulas verdes com franjas foram posicionadas sobre mesas e estações de buffet. As peças ajudavam a criar uma atmosfera mais reservada e reforçavam a identidade visual da celebração.

Estações integradas à paisagem

As áreas de buffet foram incorporadas à vegetação por meio de grandes estruturas formadas por troncos, raízes, musgos, samambaias e orquídeas.

As bases circulares pareciam nascer da própria paisagem do Sítio São Jorge. Pratos e utensílios foram organizados sobre superfícies verdes, enquanto as luminárias suspensas concentravam a iluminação sobre cada estação.

O resultado foi uma cenografia que não escondia a arquitetura e a natureza do espaço. Ao contrário, cada intervenção foi criada para dialogar com o entorno e revelar novas possibilidades dentro dele.

Uma narrativa construída em cada detalhe

Sob a direção criativa de Harley Vix, o casamento de Monique e Raul foi pensado como uma experiência completa. As franjas, os tecidos, as flores, as velas e os metais reapareciam de diferentes maneiras, criando unidade entre cerimônia, jantar, lounges, bar e áreas de serviço.

O verde intenso estabeleceu a conexão com a natureza. O branco trouxe leveza. O dourado adicionou luz e desenho aos ambientes. Juntos, esses elementos deram origem a uma celebração envolvente, criada em sua melhor essência e desenvolvida para permanecer na memória dos noivos e de seus convidados.

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